Política

PLANO DIRETOR NO AR

Natal: Modernização do Plano Diretor será escolha da maioria, diz prefeito

Álvaro Dias criticou, na Câmara, "minoria" que quer "vencer no grito"

Por Cláudio Oliveira

19 de setembro de 2019 | 17:35

Álvaro Dias na Câmara em sessão extraordinária sobre Plano Diretor. Foto: Reprodução/TV Câmara Natal

Na sessão extraordinária, realizada nesta quinta-feira (19) na Câmara Municipal, o prefeito de Natal, Álvaro Dias defendeu que a revisão do Plano Diretor traga mudanças significativas no ordenamento urbano da cidade, de modo que possa modernizar e desenvolver a capital. Segundo ele, o processo está acontecendo de forma democrática, por isso, pediu que os vereadores não se intimidassem com “uma minoria que quer se impor no grito”.

Álvaro e sua equipe de secretários envolvida na revisão do Plano Diretor reafirmaram que o projeto deve chegar para apreciação dos vereadores no início de dezembro. “Acredito muito na democracia. Respeito a opinião de todos e as decisões tomadas democraticamente. Temos que entender e respeitar a decisão da maioria e não achar que uma minoria que grita e faz barulho quer se impor através do grito. Isso não dá certo. A população vai ser ouvida democraticamente e quem discordar, que se posicione, participe das discussões e argumente. A decisão da maioria se faz necessária”, pontuou o prefeito.

Ele disse que do modo como se encontra o atual Plano Diretor há um atraso no desenvolvimento de Natal, comparada a outras capitais. “Esse Plano Diretor já devia ter sido rediscutido. Estamos atrasados com um plano que, na minha visão é arcaico, retrógrado e penalizou a cidade, contribuindo para um atraso que precisamos rever”, enfatizou.

Álvaro Dias na Câmara em sessão extraordinária sobre Plano Diretor. Foto: Reprodução/TV Câmara Natal

Entre diversos pontos, Álvaro Dias falou ainda da mobilidade sustentável, com aumento de ciclovias e ruas específicas para pedestres e defendeu a verticalização da orla e de toda a cidade, destacando que, por não permitir essa verticalização, a capital potiguar perdeu moradores para municípios vizinhos. “Perdemos ao longo de 15 anos mais de 300 mil pessoas que se mudaram para municípios vizinhos, devido as imposições e restrições descabidas desse Plano Diretor usado para restringir a ocupação da cidade”, criticou.

Por fim, o prefeito frisou que não vê ideologia política de direita ou esquerda no debate. “Vejo teses defendidas por setores equivocados, que não podem ser vistas como sendo de direita ou esquerda. O que vejo é um lado que defende o progresso, a geração de emprego e renda e a modernidade, e do outro um lado que defende o marasmo e o atraso. Precisamos todos juntos concentrar em uma visão consciente e dinâmica”, pontuou.

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