Cotidiano

FORA DA ROTINA

O que crochê, ioga e crossfit têm a ver com o Walfredo Gurgel?

Funcionários da maior unidade hospitalar do RN impressionam com rotina fora do trabalho

Por Redação

10 de maio de 2019 | 10:09

Foto: Divulgação

Ioga, surf, Crossfit, crochê e fotografia. O que estas atividades tão distintas têm em comum com o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel? A resposta é simples: os funcionários. Com cargas horárias que variam entre 6h e 24h, atuar na maior unidade de saúde pública do Rio Grande do Norte (RN) para atendimentos do trauma, não é tarefa fácil. Mas, deixando de lado a rotina de processos de compras, seringas, pregões, curativos e cirurgias, quando não estão no ambiente de trabalho, como estes mesmos funcionários aproveitam o tempo livre para relaxar e deixar de lado as obrigações e preocupações do serviço?

Sol, areia e mar, são os elementos que compõem o ambiente onde o intensivista, Alfredo Jardim, esquece de todos os problemas. Praticante há 25 anos do longboard, modalidade do surf que utiliza uma prancha de proporções maiores que uma convencional, a praia virou a segunda casa dele, tão logo subiu pela primeira vez em uma prancha, aos oito anos de idade (um pedido de presente de aniversário), em Santos/SP, onde residia, à época. “O surf é minha válvula de escape. No Walfredo Gurgel tenho muitas responsabilidades. Cuido e trato de pacientes muito graves, internados em leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Porém, quando estou em cima de uma prancha, tenho uma sensação imensa de prazer e liberdade. Pelo menos quatro vezes por semana, frequento a praia para surfar”, afirma.

A enfermeira, Luciane Trindade, divide suas horas de plantão entre as urgências administrativas dos quatro andares de enfermarias e do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ). A jornada diária como gerente de enfermagem chega a ser exaustiva. O cansaço do trabalho, no entanto, não tira a disposição da enfermeira que, há quatro meses, cinco dias por semana, se dedica à prática do Crossfit. “É onde na verdade relaxo. Saio do hospital com a cabeça cheia, preocupada com alguma coisa que ficou pendente, mas, quando chego para treinar, esqueço de tudo”, garante. Conhecida por ser uma atividade de forte impacto e elevado desgaste físico, ao contrário do esperado, Luciane afirma que termina a série de exercícios aliviada. “Finalizo o treino me sentindo ótima, renovada, para encarar o dia seguinte”.

Coordenar toda a equipe do Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD), monitorar os indicadores de qualidade, garantir e priorizar a “desospitalização” dos pacientes internados, está entre as responsabilidades do gerente, Denis Job. Porém, fora do ambiente de trabalho, sua dedicação é voltada para capturar em imagens, momentos únicos, através da fotografia. Denis mantém seu hobby preferido ativo há 29 anos. “Com o primeiro salário que ganhei, comprei minha primeira máquina: uma Olimpus Trip”, revela. Ele conta que faz passeios para outros municípios (dentro e fora do RN) para passar horas fotografando. Apesar da evolução tecnológica, Job diz que não se rendeu a praticidade dos smartphones com câmeras de alta resolução. “Possuo e ainda utilizo uma Fugi X10 e uma Nikon D7000”, conta.

A psicóloga, Vanessa Macambira, explica que “a tarefa de cuidar de alguém geralmente se soma às outras atividades do dia-a-dia, deixando, muitas vezes, o trabalhador sobrecarregado. Para quem atua em um hospital, em especial aqui no Walfredo Gurgel, essa jornada diária pode ser ainda mais pesada. Portanto, buscar atividades que nos dão prazer, aquelas que tem significado para cada um de nós, além de salutar, também é fonte inesgotável de satisfação e prazer. E, sentindo prazer, temos a geração de energia vital”.

Energia vital é o que não falta na assistente social Silvia Cunha. Ioga, colchas de retalhos, stand up Paddle, caminhadas, coral, grupo de pedal, violão e Kung Fu, são as atividades que preenchem a semana da profissional. Ela garante que para lidar com a dor e a angústia de pacientes e acompanhantes, precisa estar, primeiramente, bem consigo mesma. “Faço muita coisa e assim mantenho meu astral e energia para enfrentar os plantões. As colegas me perguntam como consigo fazer tanta coisa e, sinceramente, eu não sei. Mas tenho que fazer as coisas que amo para me sentir bem. Quase nunca adoeço”, declarou.

Atendimento a familiares e acompanhantes, elaboração de documentos, respostas a demandas judiciais e agendamento de reuniões. A secretária da direção geral Cristiana Oliveira cumpre há 12 anos um expediente agitado para dar conta de todas as solicitações que chegam nas mãos dela. Mas, quando não está atribulada pelas obrigações diárias, o crochê lhe proporciona a paz e a tranquilidade que não encontra no trabalho. “É uma terapia para mim. Me sinto muito relaxada. Chego a passar muitas horas tricotando, especialmente a noite, quando chego em casa”. Cristiana diz que a atividade lhe dá tanta satisfação que as vezes nem vê o tempo passar. “Já fiquei tão concentrada tricotando que algumas vezes até passei da hora de dormir. Só me dei conta, muito tempo depois”, brinca.

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