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HISTÓRIA DE DOR

Oito meses após ver assassinato do pai, menino corre enquanto mãe é morta a tiros

Nessa quarta, mulher foi executada em frente de casa. E a criança reviveu pesadelo

Por Ayrton Freire e Endy Mahara

9 de maio de 2019 | 12:03

Itep recolhe corpo de Mirley (Foto: Alcivan Villar / Fim da Linha)

Uma criança testemunhou, em um intervalo de menos de um ano, a morte do pai e da mãe. O último homicídio presenciado pelo menino aconteceu na noite dessa quarta-feira. Os dois assassinatos tiveram o mesmo endereço: Mossoró.

Um conhecido da família não soube precisar a idade, mas afirmou que o menino ainda é pequeno. A reportagem, após um trabalho de checagem de informações, estima que ele tenha, aproximadamente, cinco anos. Na noite passada, por volta das 20 horas, a criança chegava em casa com a mãe, a empresária Mirley Lima, de 31 anos, dona de uma casa de shows. Eles estavam de carro. Ela foi morta na frente da residência, no Conjunto Abolição III. Ainda com o trauma de ter visto o pai ser assassinado, o filho teve de correr enquanto a mãe era atingida com tiros, provavelmente de pistola e escopeta, na cabeça e nas costas.

Quem matou Mirley fugiu da cena do crime. A intenção de executar a mulher ficou evidenciada pelo celular da vítima que permaneceu, em parte, para fora do bolso dela. Isso, pelo menos a princípio, descarta uma hipótese de latrocínio, um roubo seguido de morte. O carro dela também ficou no local.

Uma mulher moradora do bairro disse ter encontrado a criança instantes depois do crime. “O bichinho gritava: Mataram minha mãe”, relatou sobre a tensão da criança.

A forma como a mulher foi assassinada teve o mesmo modus operandi do assassinato do pai da criança. Rogério Jacinto de Oliveira tinha 52 anos quando, em 25 de agosto de 2018, foi surpreendido por criminosos que o abordaram quando ele estava com Mirley e com o filho, em um carro. Na ocasião, o delegado que registrou a ocorrência, descartou um latrocínio por ver indícios de execução. O menino, a exemplo do que precisou repetir nessa quarta, teve que correr. A diferença é que ele estava com a mãe.

 

 

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