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Pesquisadores do óleo descobrem de onde vêm fardos misteriosos que chegaram a praias do Nordeste

Origem do problema está registrada no livro dos recordes

Por Redação

10 de outubro de 2019 | 12:20

Pacote na Via Costeira, em Natal | Foto: João Carlson/G1 RN

Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará afirmam que descobriram, na terça-feira, 8 de outubro, a origem dos fardos de borracha encontrados na costa do Nordeste desde o ano passado. A equipe estava estudando o surgimento das manchas de óleo que vêm sendo registradas também no litoral nordestino quando fez a descoberta.

Os fardos de látex, forma típica que a indústria da borracha usa para transportar esse material, vêm do SS Rio Grande, de acordo com os cientistas. O navio cargueiro alemão navegava ‘disfarçado’ com esse nome quando foi afundado por dois navios americanos no Oceano Atlântico Sul, em janeiro de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial. Os destroços da embarcação estão a 18.900 pés de profundidade (mais de 5,6 quilômetros abaixo da superfície), a 1.000 km de Recife (PE), e esse é o naufrágio mais profundo registrado no Guinness World Records.

A partir de uma inscrição que estava nas caixas, a equipe fez uma pesquisa utilizando registros históricos sobre naufrágios e conseguiu identificar o navio. Um dos fardos achados na Bahia indicava ‘Indochina Francesa’ (atuais Camboja, Laos e Vietnã) como a origem do produto.

“Como a Indochina Francesa deixou de existir em 1953, creio que respondemos à pergunta sobre de onde veio essa borracha”, diz o oceanógrafo Carlos Teixeira ao jornal O Globo: “Esse navio alemão navegava ‘disfarçado’ com o nome de SS Rio Grande, uma coisa comum durante a Segunda Guerra”.

“Uma coisa que também estamos fazendo é estudar os organismos que estavam nas caixas de borracha, para comprovar esta hipótese. As cracas, por exemplo, não se desenvolvem a 5 mil metros de profundidade, que é a profundidade onde o navio se encontra. Elas só se mantêm perto da superfície. Através do cálculo da idade delas, teríamos uma ideia de quanto tempo as caixas estiveram boiando”, explicou o professor Carlos Teixeira ao O Povo. Os professores Luis Ernesto Bezerra e Rivelino Cavalcante também estão engajados no estudo.

Os fardos começaram a aparecer nas praias de Alagoas no dia 24 de outubro de 2018. No final do mesmo mês, apareceram no Rio Grande do Norte. Os pacotes foram achados primeiramente em Rio do Fogo, no litoral norte; na praia de Sagi, litoral Sul; e nas praias do Forte e Via Costeira, que ficam em Natal.

Outro ponto com ocorrência foi mais distante: a praia de Ponta do Mel, em Areia Branca, na região Oeste potiguar. Moradores relataram ter encontrado um objeto parecido em Búzios e em Maracajaú.

Até mortes ocorreram em solo potiguar por causa de um dos objetos. No dia 8 de junho deste ano, uma mulher morreu e outras duas pessoas ficaram feridas na praia de Santa Rita, que fica entre Natal e o município de Extremoz, quando o buggy em que estavam bateu de frente com um dos fardos, que pesava cerca de 100 quilos. Com o impacto da batida, as vítimas teriam sido arremessadas por cima do veículo.

 

 

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