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A FAVOR DA EDUCAÇÃO

PM diz que não aceitará vandalismo em protesto desta quarta-feira

Segurança pública vai agir para garantir liberdade de expressão

Por Redação

14 de maio de 2019 | 17:02

O protesto de estudantes, professores e instituições estudantis marcado para esta quarta-feira (15), às 15 horas, no cruzamento das avenidas Senador Salgado Filho e Bernardo Vieira vai mobilizar diversas forças da segurança pública. Uma reunião nesta terça-feira (14) definiu como será o esquema de segurança para a manifestação.

Agentes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Guarda Municipal de Natal, Corpo de Bombeiros, além da Secretaria de Trânsito, estarão de prontidão para garantir a tranquilidade no ato contra os cortes na educação do país.

“Nossa função é garantir a liberdade de expressão. A premissa máxima é garantir a integridade física e também do patrimônio, seja ele público ou privado. A regra básica é a conversa. É importante deixar claro que estaremos tratando com estudantes e não com bandidos”, informou a Polícia Militar.

Por outro lado, no entanto, atos de vandalismo, como depredação de bens públicos ou privados, ou ainda agressões não serão tolerados pelo esquema de segurança. “Não vamos aceitar vandalismo”, acrescentou.

Outro ponto que deve ser combatido pelas equipes de segurança diz respeito ao uso de acessórios que dificultem a identificação. Uma lei sancionada pelo prefeito Álvaro Dias, no último dia 6, proíbe a utilização dessas peças em manifestações. “Qualquer pessoa que for identificada com anonimato vai ser detida”, pontuou.

A reunião entre os órgãos de segurança e representantes do Diretório Central de Estudantes (DCE) e a Central Única de Trabalhadores (CUT) definiu ainda que a PM não fará estimativa de público na manifestação.

Intitulado de Dia Nacional de Paralisação na Educação, a manifestação terá a participação do ex-candidato à presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos. Antes, ele ainda estará em ato no Campus Central do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).

Com o bloqueio de verbas, a reitora da UFRN, Ângela Paiva, disse que a universidade está prestes a parar as atividades. A situação é semelhante para a Universidade Federal do Semi-Árido (Ufersa) e do IFRN. Além disso, a UFRN corre o risco de demitir mais de 1,5 mil funcionários.

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