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PIONEIRO 19 de junho de 2019

Policial do RN é único militar brasileiro em missão da ONU no Iêmen

No estado, Capitão William pilotava helicóptero da PM
Capitão William em missão pela ONU

Capitão William em missão pela ONU

Capitão William em missão pela ONU

Capitão William em missão pela ONU

Capitão da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, William Danilo Pires é o único militar brasileiro a estar na missão de paz da ONU no Iêmen, no continente asiático. No RN, ele era piloto do helicóptero Potiguar 1, a única aeronave da Secretaria de Segurança do Estado.

Durante quatro anos, William Danilo serviu ao País como oficial temporário do Exército. Ao sair da instituição, ele viu na PM a forma de seguir carreira militar. “Oportunidade de atuar na área de segurança pelo meu estado”, relatou direto do Iêmen, por conversa através de aplicativo de mensagens.

Foto: Arquivo Pessoal

Apesar do desejo de trabalhar na segurança estadual, o capitão da PM também pensava na possibilidade de atuar no exterior. Foi aí que se interessou pelo trabalho junto à ONU, uma forma de unir a atividade policial com o serviço humanitário. Além disso, antes de ingressar no quadro, também pensou no crescimento pessoal e profissional que o contato com outras culturas lhe daria.

Antes da missão na Ásia, que ainda está nos primeiros dias e que deve durar três meses, o policial passou 15 meses no Sudão do Sul, no continente africano.

Destruição é o cenário que o militar vê todos os dias, com muita sujeira e entulhos por todos os lados. “Não há serviço de limpeza urbana, ou reconstrução. As pessoas são obrigadas a conviver com isso, mas me parecem acostumadas. As vezes vejo crianças brincando nas ruas em meio aos escombros”, enfatizou o capitão.

O que todos querem no Iêmen é paz, mas ela parece estar distante. “Existe uma grande pressão popular para o fim da guerra, mais nenhum dos lados cede”, comenta o PM.

Missão de paz

A missão da ONU no Iêmen  visa à implementação do acordo de Estocolmo, assinado em janeiro, onde as partes beligerantes acertaram a retirada de qualquer manifestação militar nos três portos da região, a criação de uma zona pacífica para o acesso humanitário na cidade de Hodeida e a retirada de equipamentos e tropas militares num raio de trinta quilômetros.

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