Geral

AUDIÊNCIA PÚBLICA

População de rua cresceu 240% em dois anos em Natal

Câmara Municipal cria grupo para acompanhar situação de moradores de rua

Por Redação

3 de abril de 2019 | 16:15

Morador de rua embaixo do Viaduto do Baldo. Reprodução

A população de rua na capital potiguar aumentou 240% entre 2014 e 2016, passando de 317 para 1.082 pessoas vivendo em situação de vulnerabilidade social morando nas ruas, becos, avenidas e vielas da cidade. Os dados foram apresentados durante uma audiência pública, realizada pela Câmara Municipal de Natal, na manhã desta terça-feira (3), quando ficou encaminhada a criação de um grupo de trabalho, com a participação dos órgãos públicos, movimentos e sociedade civil organizada, além de uma Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas em Situação de Rua.

“Quem está na rua não está porque quer, são questões familiares e sociais. Pessoas que perderam seus empregos, por exemplo, e não tiveram condições de pagar o aluguel. Essas pessoas precisam de políticas públicas e serem reintegradas socialmente”, afirmou Vanilson Torres, ex-morador de rua.

O vereador Maurício Gurgel, propositor da audiência defendendo que o Poder Público precisa dar prioridade à esse problema. “Com a prioridade do Poder Público, com a atenção que a situação merece, haverá um orçamento destinado a essas pessoas, consequentemente, poderemos expandir as políticas públicas e pensarmos em soluções para mais cidadania, dignidade, além da criação de emprego e renda para as pessoas em situação de rua”, afirmou.

Audiência Pública discutiu “O retrato social das pessoas em situação de rua na cidade”. Foto: Marcelo Barroso

Audiência Pública discutiu “O retrato social das pessoas em situação de rua na cidade”. Foto: Marcelo Barroso

Presente à audiência, Rafael Gonçalves, coordenador da unidade de acolhimento das pessoas em situação de rua da Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtas), explicou que deve ser feito um trabalho em conjunto para sanar a problemática dos moradores de rua. “O trabalho não pode ser feito apenas pela Secretaria, tem que ser feito um trabalho Intersetorial. A SEMTAS disponibiliza o Centro Pop, Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, que oferece serviços de assistência social e orientação jurídica, além de refeições diárias”, explicou.

A Semtas também disponibiliza o Albergue Municipal oferecendo atendimentos com psicólogos, advogados e pedagogos. “Nós temos uma equipe de atendimento multidisciplinar para que as pessoas de rua saiam da situação que se encontram. Nós trabalhamos essas pessoas para que elas tenham resultados a longo prazo, inserindo no mercado de trabalho e na educação, nas escolas”, concluiu o coordenador da SEMTAS.

Uma das soluções possíveis, segundo o secretário Adjunto da Secretaria Municipal de Habitação, Albert Josuá Neto, é a realização de uma nova operação urbana na cidade. “O que nós estamos discutindo com o Ministério das Cidades é fazer com que essas pessoas usufruam dos prédios abandonados localizados no centro da cidade, no bairro da Ribeira, por exemplo. A ideia é tentar desenvolver uma nova operação urbana para a Ribeira definindo regras e recursos para que essas pessoas morem de forma sustentável”, disse Josuá Neto.

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