Economia

FÓRUM DE ENERGIAS RENOVÁVEIS

Presidente da Cerne fala sobre as perspectiva da energia eólica no RN

Darlan Santos expôs a evolução da implantação da energia dos ventos, com perspectivas para chegar em 20 gw, no ano de 2024.

Por Redação

24 de setembro de 2019 | 18:03

Foto: Divulgação/Fiern

Darlan Santos, Presidente da Cerne (Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia) apresentou as perspectivas da energia eólica no estado do Rio Grande do Norte, no Fórum Potiguar de Energias Renováveis, que aconteceu na manhã desta terça-feira (24), no auditório do Holiday Inn. Ele mostrou a linha do tempo explicando como o RN virou a maior produtora de energia eólica, desde 2009 até os dias de hoje. Com mais de 600 parques construídos no Brasil, só no Rio grande do Norte foram 150 parques e 4 gigas watt (gw). “O setor demonstra ter mais perspectiva para o futuro”.

Por meio de um gráfico apresentado na hora, o presidente da Cerne expôs a evolução da implantação da energia dos ventos, com perspectivas para chegar em 20 gw, no ano de 2024. De acordo com ele o estado potiguar ficou em quinto nos fatores de capacidade médios, ou seja, na parte viabilidade de implantação, com 42 por cento, no ano de 2018. Atrás de Piauí, Bahia, Pernambuco e Maranhão. Já na geração média, o RN é o maior produtor de energia eólica no país, com a Bahia em segundo lugar. Darlan também salientou que o estado baiano tem uma capacidade territorial e geográfica melhor.

As Perspectivas para o RN no curto prazo é o desenvolvimento do novo atlas desenvolvido pelo SENAI, de áreas que não foram visualizadas anteriormente, ou seja, um aumento na disponibilidade de áreas, como máquinas de maior impacto energético. Outro fator é a distribuição e discussão sobre o ICMS, uma vez que o imposto é pago pelo estado consumidor, e os recursos não ficam no estado.

A médio prazo está o estabelecimento de projetos híbridos de eólica e fotovoltaica, já que no Nordeste o clima favorece. A Consolidação de empresas locais de mão de obra especializada para manutenção de aerogeradores.  A longo prazo está potenciação dos parques por conta da rápida evolução tecnológica, análise regulatória e o espaço para equipamentos offshore, com um potencial enorme na costa do Rio Grande do Norte e no Ceará, apesar de não ter um modelo regulamentatório. Darlan falou ainda da necessidade de se ter uma discussão e estudo sobre o assunto em questão. “Isso só mostra o quanto esse projeto tem potencial no nosso estado, precisamos debater”, comentou.

O status atual de parque eólicos no estado é de 49 construções não iniciadas e 152 em operação, principalmente na parte litoral passando por João Câmara e outros municípios do interior, considerado a maior geração de aero geradores no país. No próximo leilão nacional, o Rio Grande do Norte vai disputar 199 projetos e mais de 6 gigas de recursos energéticos com outros estados brasileiros.

RECOMENDAMOS

PROJETO VERÃO

Academia de Natal faz treino de feriado e fim de semana

FERIADO

Proclamação da República completa 130 anos

RECOMENDAÇÃO

Palestrante da Arena Sebrae orienta estratégia digital

NEGÓCIOS

Sebrae e Caixa fortalecem apoio a micro empresas do RN

POLÍCIA CIVIL

Delegados do RN decidem manter paralisação parcial

AUGUSTO SEVERO

Prefeito autoriza que aeroporto vire centro cultural

PLANO DIRETOR NO AR

Câmara retoma Fórum do Plano Diretor na segunda-feira

PREVISÃO

Lula diz que PT vai polarizar eleições em 2022

comentários