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Produção de vacina contra a dengue está em última fase

Profissionais da Rede Ebserh auxiliam o Instituto Butantan

Por Redação

3 de setembro de 2019 | 15:38

Vacina contra a dengue em produção. Foto: Divulgação/Rede Ebserh

A produção da vacina contra a dengue no Brasil está em sua última fase. A ideia é produzi-la em larga escala e disponibilizá-la para campanhas de imunização na rede pública de saúde em todo o Brasil. A vacina foi desenvolvida pelo Instituto Butantan, considerado um dos maiores centros de pesquisa biomédica do mundo, e colocada sob responsabilidade de profissionais referência do país, entre eles, dois pesquisadores da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares –  Rede Ebserh.

Em Sergipe, os estudos estão sob a condução do pesquisador Ricardo Gurgel, que atua como pediatra no Hospital Universitário de Sergipe (HU-UFS/Ebserh). Desde 2016, ele vem avaliando cerca de 1.200 pessoas enquadradas nas faixas etárias de 2 a 6 anos, 7 a 17 anos e 18 a 59 anos. A primeira fase foi em animais, a segunda em um grupo menor de pessoas e nesta terceira em várias partes do país, em diferentes situações.

“Ela [a vacina] protege contra os quatro tipos de dengue. Nas duas primeiras fases do estudo, os pesquisadores concluíram que a eficácia é superior a 85%. O trabalho deve ser concluído em 2023, mas existe a expectativa que a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] aprove esse tipo de imunização antes desse prazo. Existe outra vacina, já comercializada, com grau de eficácia menor, em torno de 60%, que é feita em mais de uma dose. A do Butantan é feita em dose única, uma vantagem muito grande”, esclarece o médico.

No local de atendimento, que fica no município de Laranjeiras (SE), existe recepção, salas de atendimento, salas de coleta de sangue e processamento das amostras, posteriormente enviadas a São Paulo. “Os participantes do estudo são acompanhados por uma equipe médica. Eles recebem a vacina para verificarmos a eficácia da proteção. Nós fizemos a captação das pessoas, elas concordaram em participar desse ensaio clínico e, a partir daí, fazem uso da vacina, firmando o compromisso de ter um acompanhamento regular durante quatro anos para avaliar como se comportam em relação à possibilidade de ter dengue ou não”, detalha.

Bons indícios

Em Fortaleza, os ensaios clínicos estão sendo conduzidos pelo infectologista do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC-UFC/Ebserh) e coordenador do Núcleo de Medicina Tropical da UFC, o pesquisador Ivo Castelo Branco Coelho. A vacinação e o acompanhamento dos voluntários estão acontecendo no próprio Hospital Universitário. São 1330 pessoas sendo acompanhadas, algumas já com 3 anos de observação. “Até o momento, poucos efeitos colaterais foram observados e temos taxas muito boas de sucesso que a qualificam como uma vacina que tem tudo para ser boa para a população”, destacou Ivo.

Rede Ebserh também atua no combate à Zika

Em outra linha de atuação, a Rede Ebserh também tem realizado estudos para uma vacina contra o Zika Virus, desenvolvida no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas (HC-UFMG) em parceria com a Fiocruz e a Universidade de George Washington (GWU).

Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue, o Zika Virus é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma emergência de saúde pública, já que existem evidências de que sua presença no organismo pode causar o nascimento de bebês com microcefalia e outros transtornos neurológicos, como a Síndrome de Guillain-Barré. Atualmente, não há cura ou vacina para prevenir a infecção pelo Zika.

A vacina recém-desenvolvida não contém o vírus Zika, portanto não transmite a doença. Ela já foi testada em seres humanos e aprovada pelos órgãos de ética médica nacionais e internacionais. Agora, ela está sendo testada em um novo grupo de pessoas com a finalidade de avaliar a sua eficácia e segurança em adultos e adolescentes sadios.

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