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Programa Indústria eleva produtividade de polpa de frutas em 68%

Com as mudanças implementadas, a produtividade diária passou de 1.200 peças/hora para 2.034 peças/hora.

Por Redação

11 de abril de 2019 | 12:40

A Polpa de Frutas Chapinha é a primeira, das duas empresas potiguares contempladas, a encerrar o projeto piloto. Em todo o Brasil, 56 empresas de diversos estados e do Distrito Federal participam do projeto que busca ampliar a competitividade do setor a partir do uso de novas tecnologias e processos com maior nível de condizentes com a quarta revolução industrial.

A indústria de polpa de frutas Chapinha, localizada em Macaíba, a 28 quilômetros de Natal, conseguiu elevar a produtividade para 68% com as melhorias implantadas com o Indústria Mais Avançada do SENAI-RN. Projeto do SENAI-RN que leva técnicas da Indústria 4.0 em pequenas e médias empresas, com soluções tecnológicas que permitem otimizar processos, reduzir o desperdício e melhorar a produtividade da indústria. Após seis meses de consultoria, a empresa recebeu nessa quarta-feira (10), o certificado de conclusão. Os resultados foram celebrados pelos gestores, consultores e funcionários.

Com as mudanças implementadas, a produtividade diária passou de 1.200 peças/hora para 2.034 peças/hora. Entre os resultados estão também o melhor aproveitamento do maquinário e de pessoal, qualificação e capacitação da equipe de funcionários em plataforma e ferramentas usadas na melhoria do processo.

O empresário Pedro Silvério Freire, precursor da empresa no estado, e pai da atual proprietária, a empresária Maria de Fátima Freire, agradeceu ao SENAI e aos consultores pelo trabalho realizado ao receber a certificação.

O diretor do CET Clóvis Motta, Genildo Peixoto, destacou que para a indústria de polpa de frutas é uma oportunidade ímpar está entre as 56 empresas que desenvolvem o projeto piloto no país. “Estão de todos de parabéns os diretores e funcionários da empresa, consultores e equipe de suporte do SENAI, por concluir este trabalho com números que mostram o bom desempenho e evolução da empresa. Isso reforça a nossa missão do SENAI de levar capacitação e inovação para a indústria do RN”, disse.

O projeto permitiu a empresa uma análise e alinhamento de processos produtivos, a instalação de sensores em máquinas de envasamento das polpas e equipamentos para coleta de dados sobre a produção. Com isso, foi possível levantar informações detalhadas da operação para controle, qualidade e tomada de decisão. Os dados coletados são analisados por meio de sistemas computacionais a fim de aperfeiçoar a cadeia de valor, integrando fornecedores e clientes ao processo produtivo.

Em outra etapa, foi trabalhada a visibilidade e transparência da empresa, voltada a gestão e uso de tecnologias e, ainda, ferramentas para ampliar a capacidade de prever situações e sugerir soluções, como também focar na flexibilização e adaptatividade ao novo modelo. Além da implementação do sistema de melhoria contínua.

“A empresa teve, com a consultoria, contato com quatro tecnologias inerentes ao modelo de indústria 4.0, como computação em nuvem, internet das coisas, segurança de informação e big data. Estão mais preparadas para trabalhar no atual mercado, destacou o consultor do SENAI-RN, Mozart Dantas.

Ele junto com a consultora Erika Christiane conduziram o projeto na empresa. “O aumento da produção é reflexo da gestão, o que demonstra que a empresa sai ganhando”, disse ela.

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