Cotidiano

COOPERATIVISMO

Rendeiras da Vila de Ponta Negra criam Associação

Desde década de 90, rendeiras de bilros formam núcleo informal

Por Redação

22 de agosto de 2019 | 09:45

Rendeira de Ponta Negra na Fiart | Foto: Agência Sebrae

As rendeiras de bilros da Vila de Ponta Negra realizam, nesta quinta-feira, a assembleia geral para a fundação da Associação Rendeiras da Vila.

Na assembleia será aprovado o estatuto da Associação, assim como serão eleitas as rendeiras que farão parte da diretoria. A criação da associação sem fins lucrativos contou com uma consultoria oferecida pelo Sebrae-RN. Para o pagamento dos custos com cartório, as rendeiras estão vendendo rifas de peças em renda. Os interessados em participar da Associação Rendeiras da Vila ou em adquirir as rifas podem entrar em contato pelos telefones (84) 99656-7004 ou (84) 98722-7570.

A renda de bilros tem no Brasil como principais polos o Nordeste (Vila de Ponta Negra, Alcaçuz e Nísia Floresta, no Rio Grande do Norte; Raposa, no Maranhão; Morros de Mariana, no Piauí; Aquiraz – Prainha, no Ceará) e Santa Catarina (Florianópolis). No Rio Grande do Norte a renda de bilros representa uma reafirmação da cultura popular e, igualmente, uma fonte de renda para aqueles que produzem.

De acordo com Joca Lima, um dos articuladores da formalização, “a criação da Associação vem ao encontro da preservação deste importante ícone cultural potiguar”. Renata Deniz, outra articuladora da Associação, lembra que “hoje o artesanato das rendas, embora valorizado como fato cultural tradicional, tende ao desaparecimento. Vem daí a importância ainda mais relevante desta ação que estamos promovendo”.

História

Desde a década de 1990 as rendeiras de bilros da Vila de Ponta Negra se unem em um núcleo informal, liderado pela mestra rendeira Maria de Lourdes de Lima, conhecida como Vó Maria, que tem hoje 85 anos de idade. O grupo foi criado com o intuito de reunir e de evitar a extinção da arte da renda de bilros. O lugar escolhido foi uma parte da casa dela, no centro da Vila, junto com o espaço cultural e gastronômico Tapiocaria da Vó.

O trabalho é desenvolvido de forma cooperativa. Os encontros acontecem das 13h às 17h, de segunda a sexta. Atualmente, 13 mulheres participam do trabalho, mas a Vila tem cerca de 50 rendeiras, que produzem em casa ou participam, quando necessário, na produção de peças de grande porte. Alguns dos grandes diferenciais deste grupo são o fato de estar em uma capital, a confecção de peças sob encomenda e sob medida para particulares, e souvenirs para empresas e casamentos.

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