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JÁ CONHECIDO

Saúde descarta circulação de novo vírus no Tirol

Circulação é de chikungunya, segundo explicou Juliana Araújo

Por Heilysmar Lima

4 de abril de 2019 | 17:20

O Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) de Natal descartou a possibilidade de circulação de um novo vírus na capital potiguar, em especial na região do Tirol. O surto descoberto no início de março seria de uma doença não identificada. No entanto, segundo Juliana Araújo, diretora do departamento da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), os testes indicam a circulação de um vírus já conhecido.

“Os testes apontam para um vírus que já circula por Natal. Não há dúvida de que a circulação é de chikungunya. E temos todas as características sintomáticas e vetoriais para tal afirmação”, declarou em entrevista na tarde desta quinta-feira (4).

Ainda de acordo com a gestora, todos os testes foram realizados e não há indícios de vírus novo. “”Não temos indício de novo vírus, não temos vetor [o Aedes aegypti] para transmissão”, acrescentou. Além disso, Araújo afirmou que os sintomas são os mesmos das doenças já conhecidas, como manchas na pele, dores no corpo.

Investigação

Cinquenta e seis casos de arboviroses nos bairros de Tirol e Petrópolis, na zona Leste de Natal, ainda estão sob investigação. Ao todo, foram notificados 89 casos. Desse total, nove foram descartados para chikungunya. Outros 24 foram confirmados como sendo a chikungunya.

A secretaria ainda atestou a morte de uma pessoa. Segundo a pasta, a vítima foi um senhor de 94 anos. Outras duas mortes aconteceram no período. No entanto, uma já está descartada. O óbito foi causado por uma pneumonia bacteriana. A segunda ainda está sendo investigada.

“No bairro do Tirol foi identificado no início de março que existia um aumento na densidade e a partir daí começou a estratégia de controle. Com isso, vem a busca por doentes. Foram identificados casos suspeitos, coletadas amostras, encaminhadas para laboratórios, feita a biologia molecular para saber qual o vírus está circulando”, disse Juliana Araújo, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS).

Casos do Tirol

O bairro da zona Leste ainda é o que mais preocupa as autoridades de saúde do município. Contudo, devido às ações de combate e prevenção, como o emprego do carro fumacê e visitas de agentes de saúde, a densidade de mosquitos.

No Tirol, os casos suspeitos aumentaram mais de 12 vezes em 2019 em relação ao mesmo período do ano passado. Neste ano, foram 89, como já citado. No ano passado, o número na área foi de apenas 7.

Se na zona Leste houve aumento, no bairro de Nossa Senhora da Apresentação, na zona Norte, a secretaria registrou uma redução de quase 75%. Em 2018, foram 428 casos de arboviroses identificados, enquanto esse ano foram 108, número ainda superior ao do Tirol.

Fator preocupante

Apesar de registrar número inferior ao do bairro da zona Norte, o Tirol gerou mais preocupação pelo fato de a densidade da área ter a capacidade de transmitir mais doenças. “Outras zonas da capital têm alta densidade, mas a gente identificou que elas não têm a mesma capacidade de transmissão como no Tirol”, explicou Juliana.

Além do Tirol e de Nossa Senhora da Apresentação, bairros da zona Oeste, como Guarapes, Felipe Camarão e Cidade da Esperança também estão em alerta por causa da alta densidade de mosquitos.

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