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Semsur muda de postura e defende comércio informal na Cidade Alta

A cada dia, o metro quadrado das calçadas da Av. Rio Branco e mais ainda da Rua João Pessoa na Cidade Alta está mais disputado. Quisera os comerciantes que fossem por consumidores, mas é por ambulantes que se multiplicam, oferecendo uma variedade de produtos expostos em bancas armadas no passeio público. O cenário começa a lembrar o Alecrim, ou mesmo o centro antes do camelódromo.

Os ambulantes apontam o desemprego remanescente da crise econômica para terem ido parar no comércio informal de rua. A professora Maria Socorro foi demitida depois de quatro anos trabalhando com carteira assinada. “Fiquei desempregada e o meio de sobreviver foi vender pano de prato. Eu já fiz de tudo, mas o que está dando mais certo é isso aqui”, explicou ao mostrar um carrinho repleto de produtos.

Mas a ocupação das calçadas por ambulantes não é mais novidade em Natal. O novo é a mudança de postura da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos sobre o assunto. Na nova gestão da Prefeitura de Natal, a Semsur alega que o comércio informal não é ilegal e disse estar fazendo o ordenamento de ambulantes em 114 vagas que mapeou no Centro, para as quais inclusive anunciou, para depois do Carnaval, a publicação de um edital de convocação para vagas ainda não ocupadas nas vias públicas da Cidade Alta.

A Semsur garantiu ainda que há fiscalização “constante” na região, no entanto disse que essa acontece sem data fixa, “realizada conforme cronograma e logística estipulados pelo setor de fiscalização”, que conta com uma equipe de mais de 60 pessoas, para atuar em toda a cidade.

“Em determinados locais foi verificado que há a possibilidade de ordenar o comércio informal. O centro da cidade é um desses lugares. O comércio ambulante é permitido desde que siga algumas regras. Por isso o ordenamento. Da mesma forma que foi realizado o ordenamento no Centro, há, por exemplo, o ordenamento no entorno do Midway”, se pronunciou a Semsur,

Fato é que não se percebe ordenamento pelas calçadas do centro. A foto que ilustra essa matéria ressalta essa percepção. Além de ocupar espaço na calçada, um ambulante utilizou a placa de trânsito para armar o guarda-sol da banca, na qual vende utensílios para eletrônicos e outras peças. Procurado pela reportagem, ele preferiu não falar.

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