Geral

SAÚDE PÚBLICA

Sesap moverá ação cautelar se houver paralisação da cooperativa médica

Cooperativa Médica ameaça parar serviços por falta de pagamentos

Por Cláudio Oliveira

15 de março de 2019 | 18:00

Cipriano Maia - Secretário da Sesap. Foto - Claúdio Oliveira

A Cooperativa Médica (COOPMED) que presta serviços para a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesap) ameaça paralisar os serviços devido a falta de pagamentos por parte do Estado. Neste sentido, o titular da Sesap, Cipriano Maia, anunciou nesta tarde, em entrevista coletiva, que a Procuradoria Geral do Município (PGE) está sendo acionada para entrar na justiça com uma ação cautelar contra o movimento. De acordo com o secretário, parte do débito já está sendo pago e a outra parte está em negociação dentro do prazo contratual.

“No nosso entendimento uma paralisação não se justificaria porque cumprimos com os pagamentos e estamos negociando dentro da tolerância contratual. Caso venha a ocorrer uma paralisação, a PGE já foi acionada para entrar com uma ação cautelar afim de impedir que a população seja prejudicada, porque grande parte do serviço depende destes profissionais”, disse Cipriano Maia.

Segundo diz, antes do carnaval foram efetuados pagamentos superiores a R$ 4 milhões. Além disso, outros R$ 2 milhões teriam sido pagos aos municípios pelo Termo de Cooperação Técnica Financeira, quando o Estado repassa um complemento aos municípios. Segundo o secretário, a secretaria herdou uma dívida de R$ 17 milhões da gestão anterior, incluindo os contratos com os municípios que datam de quatro meses em atraso, mas assegura que foram pagos cerca de R$ 7 milhões.

Caso a COOPMED pare os serviços, o secretário diz que pode se instalar o caos nas unidades de saúde, visto que aproximadamente 50% das atividades dependem deles. “São profissionais que estão na porta dos maiores hospitais e no SAMU, muito embora o SAMU já tenha sido pago e depende 80% deles”, diz Cipriano Maia.

Greve dos servidores

Se acontecer a paralisação da Cooperativa Médica vai somar à greve dos servidores da saúde, que teve início no dia 5 de fevereiro. Na segunda-feira passada, os servidores decidiram manter a greve por tempo indeterminado. Eles cobram, entre outros pontos, os salários de dezembro, e o 13° salário de 2018 atrasados. Além disso, eles reclamam que não há reajuste salarial para os servidores da saúde do Estado há quase 10 anos.

O Secretário da Saúde estadual, Cipriano Maia, disse que aguarda que a decisão judicial que determinou que 70% dos servidores trabalhem durante a greve seja cumprida. “Desde o dia 2 de janeiro a gente negocia, mas não temos condições de atender todas as reivindicações. Os salários atrasados é uma situação comum a todas as categorias e o governo tem demonstrado o que pretende fazer, tem sido transparente. Temos, inclusive, situações em que nem os 30% da Lei de Greve, estariam sendo cumpridos, mas continuamos abertos ao diálogo esperando que cumpram a decisão”, declarou.

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