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'SÓ ACEITO SER JULGADO POR DEUS'

‘Sou gay’: Diego Hypolito assume homossexualidade e diz que escondeu por medo

“Já vivi muitos anos pensando no julgamento que os outros fariam sobre mim. Hoje, só aceito ser julgado por Deus”, disse ele

Por Redação

8 de maio de 2019 | 17:48

Foto: Reprodução/Divulgação

Um dos ginastas mais bem sucedidos, Diego Hypolito falou pela primeira de forma aberta vez sobre sua homossexualidade. Em um longo depoimento publicado no Portal Uol, o atleta de 32 anos revelou que escondeu a sexualidade por conta da família e por medo de acabar perdendo os patrocinadores.

“Eu vivi a solidão de não ter ninguém com quem eu pudesse compartilhar os dilemas de ser uma pessoa gay numa sociedade preconceituosa. Por mais que todo mundo tenha a impressão de que tem muito gay na ginástica, não tem. Todo mundo me zoava, zombava do meu jeito. Eu tinha o sonho de conseguir uma medalha olímpica e faria de tudo para chegar lá, até esconder quem eu era. Eu tinha certeza que se um dia eu saísse do armário publicamente, perderia patrocínios e minha carreira seria prejudicada”, declarou Diego.

O atleta disse que foi criado em um ambiente religioso e frequenta oc cultos até hoje. Inclusive, ele conta que fez uma tatuagem de Jesus crucificado no braço. “Fui criado na igreja, tenho uma tatuagem de Jesus crucificado no braço, até hoje frequento cultos da Bola de Neve todas as quintas-feiras. Eu tinha vergonha porque na minha cabeça ser gay era ser um demônio, um ser amaldiçoado que vive em pecado. Quando eu tinha uns dez anos, um treinador foi dizer para a minha mãe que ela devia mudar minha educação para que eu não virasse gay. Ela veio falar comigo, preocupada. Eu era muito inocente, nem sabia o que era isso. Mas isso me marcou”, contou.

“Quero que as pessoas saibam que eu sou gay e que eu não tenho vergonha disso. E não é porque eu sou que outras pessoas vão querer ser. Isso não tem nada a ver. Já vivi muitos anos pensando no julgamento que os outros fariam sobre mim. Hoje só aceito ser julgado por Deus”, disse o medalhista, que hoje acredita ser importante falar sobre o assunto para ajudar outras pessoas.

Apesar da trajetória de sucesso, Diego relembra o passado humilde e conta que chegou a passar fome. “A gente passava por tanta dificuldade em casa… nem sempre tinha o que comer, chegamos a ficar meses sem energia elétrica. Como é que eu ia levar mais um problema para eles? Eles tinham abdicado da vida deles em São Paulo para ir comigo e com a minha irmã Daniele para o Rio. Ia falar sobre sentimentos e coisas pelas quais eu passava sendo que eles tinham tantas preocupações mais sérias?”, conta ele.

 

 

 

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