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Tour virtual mostra exposições do Museu Nacional antes do incêndio

Plataforma leva a viagem imersiva em 360º pelas salas do museu

Por Akemi Nitahara / Da Agência Brasil

15 de dezembro de 2018 | 07:20

Fachada do Museu Nacional , na Quinta da Boa Vista. Foto: Fernando Frazão - Agência Brasil

Foi lançado na última quinta-feira (13) o projeto Por dentro do Museu Nacional, uma parceria da instituição com o Google Arts & Culture que permite reviver a riqueza do seu antigo acervo. O museu foi destruído por um incêndio no dia 2 de setembro e agora pode ser visitado virtualmente no projeto, em imagens capturadas desde 2016 pelo Google Street View.

A plataforma, disponível no site https://artsandculture.google.com/project/museu-nacional-brasil, proporciona uma viagem imersiva em 360º pelas salas do museu antes do incêndio, com oito exposições e 164 relíquias. A visita guiada é acompanhada por áudios sobre os destaques de cada sala, feitos com curadoria dos pesquisadores do museu.

Além do pátio frontal e da fachada, são apresentadas as salas da Luzia, fóssil humano mais antigo do Brasil; o hall de entrada com o meteorito de Bendegó; a coleção mediterrânea da imperatriz Teresa Cristina; a sala egípcia com as múmias; a réplica do titanossauro; a coleção de zoologia; a cerâmica marajoara; e os artefatos africanos e indígenas.

O gerente global de Preservação Histórica do Google Arts & Culture, Chance Coughenour, explica que o passeio virtual cobre cerca de 60% dos espaços disponíveis para visitação antes do incêndio e foi definido com os pesquisadores do museu, em parceria firmada em 2016. Ele explica que a plataforma já tem quase 60 instituições brasileiras acessíveis virtualmente, incluindo Inhotim, em Brumadinho, cidade a 60 quilômetros de Belo Horizonte, o maior parque de esculturas do mundo.

“A plataforma torna possível que essas instituições culturais coloquem seus acervos de forma simples e fácil online para usuários brasileiros e mundo afora. São projetos com proposito e a gente atua cada vez mais com as instituições culturais para garantir que mais pessoas acessem esses conteúdos maravilhosos”.

Segundo ele, o Brasil é parte fundamental do Google Arts & Culture, que trabalha com o uso da tecnologia para “preservar a herança do mundo e democratizar o acesso à arte”. “Mesmo que as imagens não possam substituir o que foi perdido, elas oferecem uma maneira de lembrar as peças do museu”, diz ele sobre o Museu Nacional.

O projeto foi lançado em evento na Quinta da Boa Vista no qual o Ministério da Educação, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Museu Nacional apresentaram um balanço do trabalho de recuperação feito até o momento e anunciaram novos recursos para a continuação.

O reitor da UFRJ, Roberto Leher, destacou o “processo gigantesco” de reconstrução conduzido pela equipe da universidade e com apoio da sociedade brasileira e mundial.

“A sociedade brasileira está unida em torno desse processo. Temos apoio de diversos setores, indo dos setores econômicos muito importantes, ao trabalho cotidiano e maravilhoso da Universidade Federal do Rio de Janeiro que, por meio de seus professores, estudantes, técnicos administrativos, estão completamente devotados, engajados, mobilizados, direcionados, focados na tarefa de reconstrução do nosso acervo”, afirmou.

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