Economia

Veja verdades e mentiras sobre o SESI e o SENAI

Muito se fala sobre o Serviço Social da Indústria e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Mas o que é verdade e o que é mentira? A Agência CNI de Notícias separou algumas afirmações sobre as instituições e explica o que é fato ou fake.

  1. Os recursos do SESI e do SENAI são públicos. FAKE

Os recursos que financiam as atividades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e do Serviço Social da Indústria (SESI) vêm da contribuição compulsória incidente sobre a folha das empresas contribuintes. Está no artigo 240 da Constituição Federal. As empresas recolhem ao SESI 1,5% e 1% ao SENAI sobre o montante da folha de pagamento desses estabelecimentos. São contribuintes empresas do setor industrial, transporte ferroviário e dutoviário e as de comunicações (exceto rádio e TV). Os recursos não compõem o orçamento público e, por isso, são privados, o que já foi reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

  1. O SESI e o SENAI são instituições privadas. FATO

O SESI o SENAI são instituições privadas, administradas e mantidas pela indústria brasileira. Os recursos do SENAI e do SESI são pagos por empresas do setor industrial, que recolhem um percentual sobre a folha de pagamento.

  1. O SESI e o SENAI são uma caixa preta e falta transparência. FAKE

A eficiência do serviço do SESI e do SENAI prestado às empresas contribuintes é fiscalizada rigorosamente pelo Tribunal de Contas da União (TCU ) e outras oito instituições públicas e privadas, como a Controladoria-Geral da União (CGU), Ministério da Educação e Ministério do Trabalho. Além disso, as duas instituições também prestam contas à sociedade por meio da página Transparência, hospedada nos sites do SESI Nacional e SENAI Nacional e nas páginas de todas as 27 federações das indústrias.

  1. Qualquer escola privada poderia fazer o que o SENAI faz. FAKE

O SENAI oferece cursos de acordo com a demanda da indústria brasileira. Nesse sentido, realiza estudos junto aos setores industriais para entender as necessidades, além de antecipar tendências de mercado. A indústria precisa de mão de obra especializada, e o SENAI qualifica esses profissionais e tem trabalhado para formar pessoas para a Indústria 4.0. Além disso, a instituição vai aonde ninguém mais vai. São mais de 450 unidades móveis em todo o Brasil que, somadas às escolas fixas, recebem matrículas em mais de 2.700 municípios brasileiros. Entre as unidades móveis estão dois barcos-escola, os Samaúmas, que viajam pela região Norte do Brasil levando conhecimento e cidadania a cidades distantes e isoladas. Nenhuma outra instituição de ensino oferece esse tipo de trabalho no Brasil.

  1. O ensino das escolas do SESI é referência. FATO

O SESI tem a maior rede de escolas privadas do Brasil, são 505 unidades. O ensino é referência em inovação. Com foco em ciência, tecnologia, engenharia, matemática e artes, a abordagem diferenciada do SESI faz com que seus alunos se destaquem. Nos últimos anos eles têm vencido competições internacionais de robótica, chegando nos primeiros lugares nos Estados Unidos, Europa e África do Sul. Além disso, estudos mostram que a escolaridade da mãe influencia o desempenho do aluno na escola. No entanto, apesar de apenas 28% das mães dos alunos da rede SESI terem nível superior, os estudantes têm alcançado índices na Prova Brasil acima dos alunos da rede privada do país. Isso comprova a alta qualidade de ensino do SESI.

  1. A educação do SENAI é reconhecida internacionalmente. FATO

A Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece o SENAI como uma das principais instituições educacionais da América Latina e do hemisfério Sul. Além do Brasil, o SENAI desenvolve programas de educação profissional em outros nove países. Com os alunos do SENAI, o Brasil ficou em 1º e em 2º lugar na Worldskills, a maior competição de profissões técnicas do planeta, em 2015 e em 2017, respectivamente, colocando a educação profissional do SENAI como uma das melhores do mundo e referência internacional.

  1. O SENAI e o SESI oferecem cursos gratuitos. FATO

O SENAI, anualmente, destina 66,66% de seus recursos para investir e ofertar vagas gratuitas nos cursos técnicos e de formação inicial e continuada. A instituição também oferece cursos gratuitos a distância de curta duração para quem deseja ingressar no mercado ou mudar de profissão. Já o SESI investe 33,33% da receita compulsória em vagas gratuitas na educação básica e continuada. Os dados constam na página Transparência.

  1. Ensino técnico não é necessário. FAKE

O ensino técnico é uma das melhores respostas para a empregabilidade da população e aos desafios impostos pela 4ª revolução industrial. Não à toa, países desenvolvidos e os emergentes mais bem-sucedidos têm valorizado, cada vez mais, a educação profissional. Na Finlândia, que é exemplo de excelência na área educacional, cerca de 30% dos jovens faziam esse tipo de formação junto com o ensino médio em 2005. Dez anos depois, esse número saltou para mais de 70%. Na Alemanha, o percentual dos que fazem cursos técnicos chega a 53% e na Áustria, a 76%. No Brasil, o índice tem variado entre 9% e 11% nos últimos anos.

  1. O SESI e o SENAI só investem em educação. FAKE

O SENAI conta com uma rede de 26 Institutos de Inovação e 58 Institutos de Tecnologia que realizam pesquisa aplicada no desenvolvimento de novos produtos e soluções customizadas para empresas do setor industrial, o que amplia a produtividade das empresas brasileiras. O SESI, por sua vez, possui oito Centros de Inovação. Eles desenvolvem tecnologias para a segurança e saúde na indústria, beneficiando centenas de milhares de trabalhadores em todo o Brasil. O SESI também fomenta a cultura, lazer e o esporte em todo o Brasil.

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