Geral

Área vermelha

Vigilância Sanitária ainda tenta identificar vírus que está provocando surto no Tirol

Muitos casos da virose já foram notificados e sabe-se que transmissor é o mosquito Aedes aegypti

Por Guilherme Arnaud

25 de março de 2019 | 13:02

Foto: Guilherme Arnaud/Portal No Ar

Os moradores do bairro do Tirol, na zona Leste de Natal, estão em alerta por causa do surto de uma virose ainda não identificada na região. No último sábado (23), a Vigilância Sanitária da capital potiguar realizou um mutirão de exames com cerca de 70 pessoas com sintomas parecidos para identificar o vírus.

 

Em entrevista ao Portal No Ar, a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde de Natal, Juliana Araújo, explicou que a doença se trata de uma arbovirose, que são vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti, como Dengue, Zika e Chikungunya.

 

“Não considero [a doença] nenhum mistério. Nós temos seis tipos de arbovirose circulando no município de [dengue tipo 1, 2, 3 e 4, zika vírus e chikungunya]. O Aedes aegypti pode causar mais de 50 arboviroses que já circulam no país e podem um dia vir a acometer o RN”, explica.

 

Araújo afirma que os sintomas são os mesmos das doenças já conhecidas, como manchas na pele, dores no corpo. “A gente busca a oportunidade de isolar o vírus para saber qual a doença”, completa.

 

De acordo com Juliana, é importante para saber qual tipo de surto, pois as orientações muitas vezes são diferentes para cada doença. “Enquanto não temos resposta, a gente fica generalizando as orientações. Mas, por exemplo, com a Zika em mulheres gestantes, a gente sabe que tem o risco do feto ter problemas no desenvolvimento neurológico e do sistema nervoso”, explica.

 

Prevenção

 

Juliana chama atenção para a atuação da população no combate às arboviroses. “O serviço público não vai dar conta se a população não estiver conscientizada e não cooperar”, alerta.

 

“A população é protagonista: 80% dos focos são em imóveis residenciais. Muitas pessoas, principalmente nos bairros de Tirol e Petrópolis, compram residências com piscinas, fecham a residência e não têm cuidado de limpar”, aponta, lembrando que a principal orientação para combater o mosquito transmissor já bem conhecida pela população: eliminar pontos de água parada, como piscinas, vasos de plantas, pneus e garrafas abertas.

 

A dirigente ainda contou que a Vigilância Sanitária mapeia a cidade com “ovitrampas”, armadilhas posicionadas em lugares estratégicos que capturam os ovos do Aedes aegypti e são contados semanalmente.

 

“Quando percebemos as áreas vermelhas, como o Tirol, tomamos medidas cabíveis para evitar ou combater um possível surto na localidade”, assegura Juliana.

 

Denúncias

 

A Vigilância Sanitária recebe denúncias de potenciais pontos de foco do mosquito e pode notificar ou até multar proprietários de imóveis que apresentem risco à saúde coletiva.

“Os proprietários de imóveis que não moram neles, se tiverem piscinas, protejam, pois estamos em períodos chuvosos e temos vetores [mosquitos] durante todo o ano”, orienta Juliana, lembrando ainda que o período de chuva com calor é ainda mais favorável para o mosquito se proliferar.

 

As denúncias de potenciais focos do Aedes aegypti devem ser feitas pelo número 0800 281 4031.

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