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NOVA PERSPECTIVA

“Voltei da morte para dizer que não vale a pena abrir mão da vida”, diz jovem que tentou suicídio três vezes

Vitor Sales estimula as pessoas a lutarem pela vida

Por Cláudio Oliveira

5 de abril de 2019 | 17:20

Vitor Sales contou um pouco do drama que sofreu durante audiência pública na ALRN. Reprodução/TV Assembleia-RN

“Voltei da morte para dizer que suicídio não vale a pena”. A frase, dita pelo jovem Vitor Sales, retrata todo o drama pessoal, a problemática que tem afetado famílias e amigos em uma frequência preocupante em todo o mundo, quando alguém decide tirar a própria vida. No caso de Vitor, ele conseguiu sobreviver. Foram três tentativas ao longo de três anos. Na última, ele diz que acordou com uma nova perspectiva: ajudar e convencer outras pessoas de que esse não é o caminho.

Vitor contou um pouco da sua história durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte na tarde de ontem (4), ocasião em que autoridades da Saúde, da Segurança, legisladores e pessoas que já atuam em defesa da vida, debatiam o assunto. Ele revelou que sofreu por três anos até descobrir o mal que o acometia.

“Até que chegasse a descobrir que eu tinha o Transtorno de Borderline, sofri três anos e fiz três tentativas de suicídio. A última ocorreu no ano passado. Ao acordar, me contaram que passei dois meses na UTI, em coma. Foi quando soube que fui encaminhado para Fortaleza por ter provocado em mim mesmo falência hepática e terminar na fila de um transplantes de fígado”, contou o rapaz.

O transtorno de personalidade borderline, é caracterizado por um padrão generalizado de instabilidade e hipersensibilidade nos relacionamentos interpessoais. Não há estatísticas sobre sua prevalência no Brasil, mas estima-se que 6% da população mundial sofra desse mal. No Brasil, aproximadamente 10% dos pacientes diagnosticados cometem suicídio, segundo estimativa da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Médicos acreditam que o fator genético é o principal motivo, mas que o contexto em que o indivíduo vive também faz a diferença.

Vitor não chegou a fazer parte desses 10%, apesar de ter tentado por três vezes. Com ele, a percepção de vida mudou. Ele sentiu que não poderia se entregar, mas sim lutar para que outras pessoas não seguissem seu exemplo até então. “Quando acordei, acordei com uma perspectiva diferente. Estive e estou disposto a fazer diferente”.

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